SE OS HINOS FALASSEM… A Inválida Rebelde

SE OS HINOS FALASSEM… A Inválida Rebelde

HINO 459 – TAL QUAL ESTOU…

Autor: Charlotte Elliott
Compositor: William B. Bradbury

A Inválida Rebelde

Charlotte Elliott nasceu em Clapham, Inglaterra, a 18 de março de 1789. entre os seis filhos que nasceram de uma família de certa cultura e tradição ministerial, Charlotte foi a terceira. Dois irmãos, um tio e um avô foram ministros (pastores).

Apesar de ter sido criada neste ambiente, Charlotte era muito rebelde. Não gozava de boa saúde e durante muitos anos foi uma pessoa quase inválida.

Talvez por causa dos seus muitos sofrimentos, Charlotte cultivou um espírito de rebeldia e ceticismo quanto à religião.

“Se Deus me amasse não teria me tratado desta maneira”, assim se queixou certa vez.

Deus, porém, age muitas vezes de maneira misteriosa e, assim, a inválida rebelde se tornou mais tarde a autora de mais de 150 hinos. Deus usou os sofrimentos de Charlotte Elliott e os transformou numa experiência gloriosa que ajudou a abençoar milhares de pessoas, em toda parte do mundo, com seus hinos.

O espírito rebelde de sua filha, muito perturbou o Dr. Elliott, que, numa tentativa de ajudar Charlotte, já com 33 anos, convidou, em 1822, o famoso líder da hinologia francesa, Dr. Cesar Malan, a vir à sua casa.

O espírito dos seus hinos muito se relacionava com sua experiência pessoal com Cristo.

O Dr. Malan foi repudiado por Charlotte, a primeira vez que tentou abordar ao assunto de religião. Prudentemente, ele não insistiu, mas disse: “Não insisto em falar nisso, mas orarei para que você entregue seu coração a Cristo e que se torne uma grande obreira em Sua causa”.

Duas semanas depois, ela mesmo procurou o Dr. Malan para discutir o assunto. Ela lhe revelou como havia procurado, em toda parte, alivio para o seu sofrimento. Procurou Senhor, mas não sabia onde ou como encontra-lo.

– Que devo fazer para ser crente? – Perguntou Charlotte ao Dr. Malan.

– Deve se entregar a Deus, tal qual está – respondeu ele.

– Será que Deus me recebe, tal qual estou? – Charlotte tornou a perguntar, especialmente, pensando na sua rebeldia,  em seus temores, no ódio e no rancor que tinha no seu coração.

– Sim, tal qual está – respondeu o Dr. Malan.

As palavras “tal qual estou” ficaram gravadas na mente de Charlotte, e ela, ajoelhando-se, juntamente com Dr. Malan, dedicou no altar de Deus todo o seu grande talento literário.

Catorze anos depois, ou seja, em 1836, ao receber uma carta de Dr. Malan, recordou aquela memorável noite da sua conversão, relembrando também, naquela hora, aquelas palavras tão impressionantes: ” tal qual estou!” e a sua resposta naquela ocasião: “Ó Salvador, me achego a ti”.

Baseada nesta expressão, e pensando nas palavras de Jesus, em João 6:37, “…o que vem a mim de maneira nenhuma lacarei fora”, escreveu naquela noite a poesia que, mais tarde, se tornaria um dos mais famosos  hino de apelo.

Charlotte Elliott morreu a 22  de setembro de 1871, com 82 anos de idade.

Dos 150 hinos que escreveu, vários,  ainda hoje, são cantados, porém nenhum dele atingiu a popularidade do hino “Tal Qual Estou”. A melodia com a qual costumamos cantar este hino é da autoria do compositor norte-americano William B. Bradbury.

 

Extraído de: Se os Hinos Falassem… Vol. 2 – Bill H. Ichter